
Segundo
pesquisas do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística
(IBOPE) e um levantamento do mercado de Pets divulgado pela Feira
Nacional de Produtos e Serviços para a Linha Pet e Veterinária de 2012
(FENAPET 2012), o Brasil tem mais de 100 mil lojas especializadas na
venda de produtos para animais.
E os pet shops têm público
garantido: cerca de 25 milhões de cães e 11 milhões de gatos, sem contar
aves, lagartos, cobras, roedores, peixes, etc.
Essa nova
configuração familiar trouxe os pets para dentro dos nossos veículos,
afinal, ninguém quer deixar um membro da família em casa na hora de
viajar ou mesmo de passear, não é? Confira então a matéria que
preparamos para facilitar o transporte de felinos e caninos, principais
usuários pet de veículos de passeio.
Legislação
Apesar de
veterinários e amantes de pets recomendarem o uso de cadeirinhas,
casinhas e cintos de segurança específicos para o transporte de animais,
esses acessórios não são obrigatórios por lei.
Fica proibido apenas:
Art.
235. Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo,
salvo nos casos devidamente autorizados. (Infração grave).
Art. 252. Dirigir o veículo:
II – transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas. (Infração Média).
Segurança acima de tudo
Mesmo
que a lei não obrigue o uso de utilitários especiais, carregar animais
soltos dentro do veículo pode ser perigoso e é uma atitude a ser
evitada. Animais se agitam com facilidade e podem interferir na
concentração do motorista, levando a acidentes. Além disso, é um risco
para o próprio bicho, que pode se machucar em freadas mais bruscas ou
colisões.
O ideal é que os pets fiquem presos a cintos especiais,
casinhas ou cadeiras adequadas, sempre no banco de trás. Os vidros não
devem ficar completamente abertos, mas também não podem ficar fechados,
evitando a ventilação. Outra dica importante é identificar o animal
utilizando uma plaquinha presa à coleira, com nome do animal e do dono e
o telefone de contato.
Em viagens mais longas
É importante
consultar o veterinário, principalmente se você tiver um filhote ou
animal com uma idade mais avançada. Ele vai conferir o cartão de vacinas
e vermífugos, checar a saúde do animal, indicar uma medicação adequada
para prevenção de carrapatos e pulgas e até pode prescrever remédios
para acalmar animais muito estressados. Não dê nenhuma medicação ao seu
bichinho sem orientação do veterinário.
Alimentação, conforto e dejetos
Ninguém quer que o pet fique triste e doente durante a viagem! Então algumas dicas podem ajudar:
Alimente
o animal quatro horas antes da viagem para prevenir enjôo. Não o
alimente durante a viagem, se ela for durar até 12 horas.
Coloque
um pano dentro do espaço onde ele será acomodado, melhor ainda se for
algum que ele já utilize para que ele se sinta mais seguro.
Lembre-se
de parar a cada duas ou três horas para que seu cachorro caminhe, faça
xixi e beba água. No caso dos felinos, que são mais estressados, a
história é outra. Eles não devem sair do carro, pois podem se assustar e
fugir. Coloque uma caixinha com areia sanitária e água dentro do
veículo.
Mantenha uma foto do pet com você. Caso ele se perca, a busca ficará bem mais fácil.