Niemeyer estava com 104 anos e fora sedado devido a uma infecção respiratória.
Diante das responsabilidades de homem de família, Niemeyer passou a trabalhar na tipografia de seu pai e, em 1929, entrou para a Escola Nacional de Belas Artes para, cinco anos depois, se tornar arquiteto e engenheiro. Antes de se tornar referência na área, o carioca chegou a trabalhar sem receber salário no escritório de Lúcio Costa e Carlos Leão, onde ele tinha possibilidade de fazer obras fora do conceito convencional da época.
O primeiro projeto assinado por Niemeyer que saiu do papel foi a Obra do Berço, de 1937, construída no Rio de Janeiro. O desenho apresentou elementos típicos da arquitetura moderna e, mesmo sem ter recebido pelo trabalho, o arquiteto pagou pelo conserto de uma parte que havia sido mal feita, já que não estava presente no momento da construção.
Em 1936, participou da equipe que criou o Ministério da Educação e Saúde, inaugurado em 1943, considerado o primeiro marco da arquitetura moderna no Brasil. O projeto foi assessorado pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier e também contou com a participação de Affonso Eduardo Reidy, Ernani Vasconcellos, Jorge Moreira e Carlos Leão.