A
manutenção do percentual de 4,5% de correção da tabela do Imposto de
Renda Pessoa Física (IRPF) para 2015, anunciada pela presidente Dilma
Rousseff em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV na noite de
ontem (30), agrava uma defasagem que atualmente está em 61,42% ante a
inflação oficial. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (1º) pelo
presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita
Federal (Sindifisco Nacional), Cláudio Damasceno.“Quando se corrige a tabela do IRPF abaixo da inflação oficial, todos os trabalhadores são prejudicados. O maior afetado, claro, é o de baixa renda. A presidenta disse claramente que esses 4,5% vão ‘significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador’. Como é que o trabalhador ganha alguma coisa pagando por aquilo que não deveria pagar?”, criticou Damasceno.